quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pimenta-do-reino e a química da piperina

A pimenteira-do-reino (Piper nigrum L.) é uma espécie perene, semi-lenhosa e trepadeira originária da Índia. A piperina é o alcalóide principal da pimenta-do-reino, responsável pela sensação picante.

Assista o vídeo e conheça mais sobre a pimenta-do-reino.




A seguir o fluxograma dos tipos de pimenta-do-reino:



Bibliografia
Roberta Malta Saldanha, Histórias, lendas, e curiosidades da Gastronomia, Editora Senac Rio, 2011.

Manual Segurança e Qualidade para a Cultura da Pimenta-do-Reino Brasilia: EMBRAPA/SEDE, 2004. (Qualidade e Segurança dos Alimentos). Projeto PAS Campo. Convênio CNI/SENAI/SEBRAE/EMBRAPA

Ramon G. de Oliveiraa, Edilson B. Alencar–Filhob e Mário L. A. A. Vasconcellos, A INFLUÊNCIA DA PIPERINA NA BIODISPONIBILIDADE DE FÁRMACOS: UMA ABORDAGEM MOLECULAR, Quim. Nova, Vol. 37, No. 1, 69-73, 2014.

Site: http://quimica­dos­alimentos.blogspot.com.br/p/piperina.html acessado em 02/10/2015.

Site: http://www2.dq.fct.unl.pt/cadeiras/qpn1/proj/Piperina/utilidades%20da%20piperina.htm acessado em 02/10/2015.

Foto pimenteira: http://www.ceplac.gov.br/radar/pimentadoreino.htm acessado em 07/10/2015.

Foto conhaque: https://sobrioselucidos.wordpress.com/author/sobrioselucidos/ acesado em 07/10/2015.

sábado, 19 de setembro de 2015

Bolo de Chocolate com Calda


Olá pessoal, estive por algum tempo fora pois mudei de cidade, voltei para São Carlos, interior de São Paulo, a cidade em que passei grande parte da minha vida. Para retomar as postagens, preparei uma receita de Bolo de Chocolate com Calda, muito fofinho e delicioso, veja o vídeo com a receita completa.


Você sabe qual a origem do Bolo?


A origem do bolo está associada ao Egito Antigo, alguns historiadores acreditam que em 700 a.C. já existiam pães adoçados com xaropes de frutas, tâmaras e passas. Há um painel com registros de vários tipos de pães e bolos por volta de 1175 a.C., ilustrando a confeitaria da corte do faraó Ramsés III.
Fotos: Xaropes (Blog de Marcelo Katsuki);  Frutas secas e castanhas (Site Freepik).


Os romanos conheciam as técnicas de fermentação, e por isso, desenvolveram várias receitas de bolos com frutas secas e até mesmo queijos. Na Roma antiga era tradição servir bolos em casamentos, em que as famílias mais ricas preparavam a massa com frutas secas, nozes e mel. Este doce não era para ser consumido, era amassado sobre a cabeça da noiva como oferenda aos deuses, para trazer prosperidade, sorte e fertilidade, como hoje fazemos com arroz na saída do casamento. Este costume foi levado por Júlio César para a Bretanha, em 54 a.C., e passou a fazer parte dos hábitos das populações locais.

Na Inglaterra, os bolos decorados surgiram na corte de Elizabeth I, usando pasta de amêndoas moldada em vários formatos. 

Foto: Pasta de amêndoas (Site Doces Regionais).

A primeira receita que se tem registro e a que mais se aproxima dos bolos de hoje é uma receita italiana, de bolo de amêndoas, servida em  Nápoles, em 1478. A Itália é considerada a percursora na arte dos bolos decorados.

Na França, foi introduzido em 1533, quando Catarina de Médici (1519-1589) casou-se com o rei da França Henrique II (1519-1559). Seu bolo de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. Catarina de Médici, se você se lembra, tem um história profunda com a culinária. Foi ela quem levou diversas receitas com espinafre para a França, através de seus cozinheiros. Veja mais informações no meu vídeo de sopa de espinafre.



No Brasil o primeiro bolo desembarcou na tarde de 24 de abril de 1500, dois dias depois da chegada de Pedro Álvares Cabral ter desembarcado em Porto Seguro. Neste dia, ele recebeu uma dupla de índios para uma refeição a bordo onde foi servido peixe cozido, pão e um doce: o fartem de Beira, ou fartes, como é chamado ainda hoje em Portugal. Esse bolo, com recheio de amêndoa ou creme e de elaboração requintada, passou para a história como o primeiro doce saboreado por "nativos do Brasil". O fato foi narrado por Pero Vaz de Caminha, e os índios "gostaram pouco", pois não lhes agradavam ao paladar e jogava fora rapidamente tudo o que levavam à boca.
Foto: Blog Oficial Jogos 
O chocolate foi uma das riquezas exploradas pelos espanhóis no Novo Mundo. Antes da colonização, os maias cultivavam cacau e extraíam um líquido amargo de suas sementes. Temperavam a bebida chamada de xocoaltl com baunilha e pimenta e a tomavam para combater o cansaço.


Foto: Xocoalt  (Site Brasileiras pelo Mundo).


Com a chegada de Colombo, os espanhóis começaram a plantar cacau nas terras americanas e exportar chocolate para a Europa a preços altíssimos. Assim como o bolo, o chocolate só era consumido pela alta sociedade. Somente com a Revolução Industrial o chocolate foi popularizado. Foram criadas máquinas de espremer manteiga de cacau que conseguiram tornar o chocolate mais consistente e durável.

Foto: Cacau (Site Creaba).


No século XVII, enquanto o chocolate era exclusivamente bebido, os confeiteiros ingleses estudavam uma forma diferente de consumi-lo. Em 1674, tiveram a brilhante ideia de adicionar cacau às misturas de bolos e servir a nova fórmula em empórios. Começou aí uma combinação que ao longo do tempo ganhou várias receitas.

Bolo de Chocolate com calda


Ingredientes da

Massa
50 g de manteiga
112 g de farinha de trigo (1 xícara de chá)
1 pitada de sal
1 colher de café de bicarbonato de sódio (3g)
1 colher de café de fermento em pó (3g)
20 g de chocolate em pó (100% cacau) - 1/4 de xícara de chá
125 g de açúcar (3/4 de xícara de chá)
3/4 xícara de leite
2 ovos
1 colher de café de extrato de baunilha
Ingredientes da Calda
4 colheres de chocolate em pó (100% cacau)
4 colheres de leite
4 colheres de açúcar
1 colher rasa de margarina

Modo de preparo
Bolo
1. Separe as gemas das claras e bata clara em neve com 1 pitada de sal e reserve.

2. Em outra vasilha, coloque a manteiga e o açúcar e bata até virar um creme esbranquiçado, eu bati na batedeira, mas você pode bater na mão também.

3. Acrescente ao creme de manteiga as gemas, uma por vez e misture bem, em seguida desligue a batedeira.

4. Acrescente metade da farinha peneirada e um pouco do leite, misture delicadamente com o fue, acrescente o restante da farinha peneirada e mais um pouco de leite. 

5. Depois acrescente o chocolate e o restante do leite, misture bem, adicione a baunilha, misture e coloque o fermento e o bicarbonato peneirados. 

6. Por último, acrescente as claras em neve mexendo delicadamente para incorporar. 

7. Coloque em uma assadeira untada com margarina e farinha.

8. Leve em forno pré-aquecido a 160ºC  de 30 a 45 minutos, após 30 minutos de forno, espete um palito de dente para ver se a massa já assou, se ainda estiver mole deixe mais tempo. No meu forno levou 45 mintutos para assar.

9. Assim que tirar o bolo do forno, deixe esfriar um pouco antes de desinformar para ele não quebrar.

10. Quando desinformar faça a calda.

Calda
1. Coloque em uma panela o açúcar, o chocolate, o leite  e a margarina e ligue o fogo no baixo até engrossar. 

2. Assim que desligar o fogo jogue sobre o bolo para que a calda não endureça. 


Pronto! Agora é só comer!


Bibliografia
1)  Fátima A. Ferreira de Castro, A história do bolo na alimentação humana, Universidade Federal de Viçosa.

2) Roberta Malta, Histórias, lendas e curiosidades da Gastronomia, Editora Senac Rio, 2009.

3) http://www.creaba.org.br/noticia/2714/Cacau-da-Bahia-pode-ganhar-selo-de-identidade-geografica.aspx

4) http://www.brasileiraspelomundo.com/mexico-e-suica-do-xocoatl-ao-chocolate-271312525

domingo, 2 de agosto de 2015

A sopa do Popeye (Sopa de Espinafre)


Quem nunca ouviu a história de que comer espinafre deixa mais forte? Esta história ganhou importância com o personagem Popeye que fez parte de minha infância sendo o espinafre um dos meus vegetais preferidos. Farei diversas receitas com espinafre (sopa, bolinho, omelete, lasanha, panqueca, dentre outras). Aqui em casa até os gatos comem espinafre. (vídeo da lindinha). Hoje teremos uma receita de sopa, e também um pouco sobre a história do Popeye? Confira o vídeo!



Sopa de Espinafre
Ingredientes
500 g de batata
1/2 maço de espinafre
2 linguiças paio (pode ser também calabresa ou portuguesa)
1 cebola
alho
pimenta
noz moscada
e sal à gosto
1 caixinha de creme de leite

Modo de preparo
1. Corte as batatas em cubos e cozinhe em água fervente.
2. Em água fervente coloque as folhas de espinafre aos poucos, até murcharem. Em seguida retire da água.
3. Coloque no liquidificador: as folhas de espinafre cozidas, uma cebola, o alho e um pouco da batata cozida e bata bem.
4. Em uma panela funda, coloque a linguiça paio cortada em cubos e refogue.
5. Acrescente os espinafre batido, o sal, a pimenta e a noz moscada à gosto, o restante das batatas e cozinhe por uns 5 minutos. 
6. Acrescente o creme de leite e está pronto.

Há indícios de que o consumo do espinafre tenha surgido na antiga Pérsia (hoje Irã), chegado à China no século 7  como um presente do rei do Nepal e alcançado a Europa no século 11, quando os mouros levaram-no para a Espanha.
Conta a história que o vegetal era o alimento favorito de Catarina de Médici e que, quando ela deixou a Itália para se casar com o rei da França, pediu permissão para levar seus cozinheiros que sabiam preparar bem receitas com espinafres.
Já nos anos 40 do século 20, o espinafre se firmaria junto à comunidade científica como um dos alimentos mais nutritivos que existem. Foi de suas folhas que se deu o isolamento e caracterização do ácido fólico (vitamina B9).
Nutrientes presentes em uma porção de 100 g de espinafre cru:


O espinafre deve ser cozido por pouco tempo e com pouca água (ou preferencialmente no vapor) para manter suas propriedades nutricionais e o sabor. Mantenha-o no fogo somente pelo tempo necessário para murchar um pouco as folhas.

Bibliografia:
1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Popeye

2. http://www.texasescapes.com/SouthTexasTowns/Crystal-City-Texas.htm

3. http://www.texasescapes.com/MikeCoxTexasTales/146PopeyeComesToTexas.htm

domingo, 26 de julho de 2015

Homenagem as vovós

Hoje é o dia da vovó, em homenagem a minha avó Verônica (Vera) e a todas as vovós, segue um Poema:


sábado, 25 de julho de 2015

Pão de queijo, o gostinho de Minas de Gerais


Hoje vou fazer uma receita que me lembra muito a infância. Minha mãe (Norma) fazia muitos pães de queijo em casa. No lanche da tarde era muito comum um cafezinho com pães de queijo quentinhos. A receita que vou fazer para vocês é a minha adaptação de uma receita da minha mãe com a receita da minha sogra (Maria). Confiram o vídeo com o passo a passo da receita.



Além de ser uma fonte reconhecida de carboidratos, o pão de queijo também é isento de glúten, o que o coloca como fonte alternativa de alimento para alérgicos às proteínas do trigo.

Cada ingrediente da receita tem uma função no sabor e na estrutura do pão de queijo:
O polvilho doce e azedo destacam-se entre os principais produtos derivados da mandioca e largamente usados na fabricação de biscoitos e pães de queijo. A diferença entre o doce e o azedo está relacionada à acidez gerada pela fermentação do polvilho azedo. A fermentação confere ao polvilho azedo maior solubilidade e maior poder de inchamento em relação ao polvilho não-fermentado. Eu prefiro os usar o polvilho azedo, pois o pão de queijo cresce mais e o sabor azedinho é mais intenso, que eu gosto muito. Minha mãe tinha o hábito de usar 50% de polvilho azedo e 50% de polvilho doce, o sabor do pão de queijo fica mais suave com essa mistura.

A principal função do amido em produtos de panificação é absorver água e, deste modo, estabelecer a estrutura do produto.

O leite ajuda o queijo na estruturação e texturização da massa apresentando melhor sabor e maior maciez do miolo, possivelmente por permitir maior retenção de umidade, melhor coloração da casca.
A adição de quantidades crescentes de água à massa torna-a mais macia e pegajosa, enquanto que sua escassez torna-a dura e sem aderência.

A gordura atua como um lubrificante molecular, ajudando a massa a ter maior extensibilidade, contribuindo para a maior elasticidade e melhor textura do miolo.

O ovo tem como propriedades funcionais a coagulação, a capacidade espumante, a capacidade emulsificante  e a contribuição nutricional, servindo também como agente corante e de sabor e aroma, originando pães de queijo com melhor estrutura, textura mais leve e aerada, maior volume, cor amarelada natural, fornecimento de proteínas, vitaminas (A, D e E) e minerais. Além da capacidade de reter os gases evaporados no forneamento.

O queijo contribui para o aroma e o sabor típicos dos produtos, complementando a estruturação do miolo do pão de queijo e auxilia na obtenção de melhor textura do produto final, pois contribui para a elasticidade e melhor aspecto da casca, além de conferir maior maciez e uniformidade às células do miolo. Vi na internet várias receitas de pães de queijo com mussarela, eu acho que o queijo contribui muito para o sabor do pão de queijo, eu não uso mussarela na massa, apenas queijo minas. Veja o vídeo sobre a história do queijo e os processos de fabricação:


O sal também contribui para o sabor, sendo usado em proporções de 1% a 2,5% em relação ao peso do polvilho.

Existem variedades similares ao nosso pão de queijo em outros países, na Colômbia, o produto similar é chamado de pandebono possui textura esponjosa, baixa densidade, endurece em pouco tempo e é mais achatado. No Paraguai e nas províncias Argentinas de Misiones e Corrientes tem a variação chamada chipá. A diferença é o formato em "U" e a quantidade de gordura na massa. No Equador tem o pan de yuca, que é muito semelhante ao nosso pão de queijo, na textura, formato e sabor.
Receita de pão de queijo
Ingredientes
1 kg de polvilho azedo
450 g de queijo minas curado
100 g de manteiga
1/4 de xícara de óleo
1 colher rasa de sal
3 batatas médias cozidas e espremidas  

Modo de preparo 
1. Misture as batatas ainda quente, a manteiga, o óleo e o sal na polvilho e deixe esfriar. 

2. Adicione o queijo ralado e um ovo por vez misturando bem a massa para homogeneizar. Vá acrescentando o leite aos poucos. Se o queijo estiver muito úmido você vai precisar de menos leite em torno de 300 mL e se estiver mais seco você vai precisar de mais leite em torno de 400 mL. Na minha receita mostrada no vídeo usei 350 mL de leite. O ponto da massa é quando der para enrolar.

3. Faça as bolinhas.

4. Asse em forno pré-aquecido a 200 ºC de 20 a 30 minutos, o tempo de cozimento vai depender do tamanho das bolinhas que você fizer. 

Pronto! Agora é só comer. 

OBS: Você pode congelar a massa já enrolada, e assar na hora em que for comer, assim você tem sempre pão de queijo quentinho. A durabilidade no congelador é de 3 meses. Pode colocar direto do congelador no forno pré-aquecido .  


Bibliografia
1. Joelma Pereira, César F. Ciacco, Evódio R. Vilela, Rosemary G. F. A. Pereira, Função dos ingredientes na consistência da massa e nas características do pão de queijo, Ciên. Tecnol. Aliment. v.24 n.4  Campinas out./dez/ 2004.

sábado, 18 de julho de 2015

Brigadeiro, o docinho preferido do Brasil



Olá pessoal, hoje vou mostrar uma das minhas receitas favoritas, em casa pelo menos 1 vez por semana fazemos brigadeiro. Em todas as festas de aniversário de crianças ele está presente.

Confira o vídeo com a receita!

Popularmente a origem do brigadeiro esta relacionada a um fato ocorrido, em 1945. O brigadeiro Eduardo Gomes (1896-1981), da União Democrática  Nacional, disputava a presidência do país com o marechal Eurico Gaspar  Dutra (1883-1974), do partido Social-democrata. Eduardo Gomes era um homem alto e charmoso, e nunca se casou. O slogan de sua campanha era: "Vote no brigadeiro, que é bonito e é solteiro." As mulheres que o apoiavam  resolveram criar uma receita para arrecadar fundos para a campanha. Misturaram leite condensado com chocolate em pó e criaram o "docinho do  brigadeiro". Eduardo perdeu a eleição mas o docinho triunfou.

O chocolate é o ingrediente que mais altera o sabor do brigadeiro. No vídeo tem o detalhamento das principais etapas responsáveis pelo aroma e sabor do chocolate.

Receita do brigadeiro
Ingredientes:
1 caixa ou uma lata de leite condensado
4 colheres de sopa de cacau em pó (100% cacau)
1 colher de sopa de margarina
1 pacote de chocolate granulado
forminhas para brigadeiro

Eu utilizo 100% de cacau em pó, o sabor do brigadeiro fica muito mais gostoso. Mas se você não conseguir encontrar em sua cidade pode substituir pelo cacau 50%.

Modo de preparo:
Coloque em uma panela funda o leite condensado, a margarina e o chocolate em pó. Cozinhe em fogo baixo e mexa sem parar com uma colher de pau.

Cozinhe até que o brigadeiro comece a desgrudar da panela.

Deixe esfriar bem, então unte as mãos com margarina, faça as bolinhas, envolva-as em chocolate granulado e coloque nas forminhas.

Pronto! Agora você pode desfrutar desta delícia.

Muitas vezes acabo fazendo apenas o brigadeiro de colher, também fica muito bom e nem precisa enrolar. Assim, que desligar o fogo, é só deixar esfriar e já pode comer.

E aí gostou? Dê um comentário aqui no blog e compartilhe as fotos do seu brigadeiro.

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Bibliografia:
1. Roberta Malta Saldanha, Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia, Editora Senac Rio, Rio de Janeiro, 2011.

2. http://www.crq4.org.br/quimica_viva__a_quimica_do_chocolate_